sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Conflitos que fortalecem

Longe do estereótipo da relação perfeita, a amizade sofre seus tropeços e inclui brigas e discussões que nos ensinam mais sobre a tolerância e os próprios limites. Primeiro porque nas amizades “você pode mostrar quem realmente é, e isso não é uma tarefa fácil”. Segundo porque o amigo do peito é aquele que pode falar o que o outro não quer ouvir.
Esse ponto de equilíbrio entre afinidade e discordância, entre abrir espaço para que o outro exponha suas fraquezas e, ao contrário, respeitar o direito de proteger seus segredos, define a amizade como coisa para guerreiro. “É preciso brigar de vez em quando, saber em que luta vale a pena entrar, quando o melhor é insistir, quando é hora de ceder”. No final, são dessas pequenas batalhas que se constroem fortes alianças. Até porque nos percebemos mais consistentes quando enfrentamos abalos sísmicos como esses e permanecemos em pé.

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